História de Marisa Schnell Pandecali evidencia os desafios de conviver com uma dor invisível e a necessidade de empatia e acolhimento.
A Câmara Municipal de Vereadores de Iraí, por meio da Escola do Legislativo Professora Cira Bastian, compartilha neste Fevereiro Roxo o depoimento de Marisa Schnell, 55 anos, diagnosticada com fibromialgia, reforçando a importância da conscientização sobre uma doença crônica que, embora invisível, impacta profundamente a vida de quem convive com ela.
Marisa relata que os primeiros sinais surgiram ainda antes do diagnóstico, com dores na coluna desde 2011. Posteriormente, as dores se intensificaram, iniciando nos joelhos e irradiando até o quadril. Atualmente, convive com dor generalizada pelo corpo, especialmente nos músculos, caracterizada por uma dor constante e crônica.
Segundo ela, nos momentos de crise, o que mais auxilia é o repouso, o uso de relaxantes musculares e a busca por um ambiente calmo e silencioso. “Descansar e esclarecer a mente ajudam bastante”, afirma. O apoio emocional e a esperança de dias melhores também são fundamentais para enfrentar os períodos mais difíceis.
Um dos pontos mais marcantes do depoimento é a falta de compreensão social em relação à doença. Marisa destaca que, por se tratar de uma dor invisível, muitas pessoas ainda duvidam da condição. “A maioria ainda fala que a gente não tem nada. Mas a dor é real, é crônica e mexe muito com o emocional”, relata.
A fibromialgia é uma condição caracterizada por dores generalizadas, fadiga intensa, distúrbios do sono e sensibilidade ao toque. Embora não tenha cura, possui tratamento e acompanhamento que ajudam a aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.
Ao compartilhar sua trajetória, Marisa reforça a necessidade de empatia e reconhecimento. “Gostaria que as pessoas entendessem que a dor é real, que ela existe”, destaca.
A Escola do Legislativo enfatiza que conscientizar é o primeiro passo para cuidar. O Fevereiro Roxo reforça a importância da informação, do respeito e do acolhimento às pessoas que convivem com doenças crônicas, muitas vezes invisíveis aos olhos, mas profundamente impactantes na vida de quem as enfrenta diariamente.
A iniciativa amplia a informação e reforça uma mensagem fundamental: nem toda deficiência é visível, mas todo direito deve ser reconhecido e respeitado. Confira o vídeo clicando aqui.
Autor: Fernando Sucolotti
Fonte: Ascom/Câmara
Data: 19/02/2026
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